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Realidade Aumentada pode ajudar a prevenir mudanças climáticas

27 maio 2019
  • Realidade Aumentada
  • Realidade Virtual
  • sustentabilidade

Estudo publicado na Stanford News também mostra como a tecnologia afeta nosso comportamento

Sempre que a realidade aumentada (RA) é relacionada à sustentabilidade, muitas pessoas ficam sem entender essa conexão. Pois é exatamente essa dúvida que um estudo realizado por pesquisadores de Stanford esclareceu.

Além da redução no uso de papel, pois todas as informações que seriam disponibilizadas na forma física, sejam como panfletos, folders, revistas, ou qualquer outro tipo de material impresso, podem ser visualizados virtualmente com um aplicativo, a RA pode contribuir para e redução da crise climática.

Segundo Jeremy Bailenson, professor de comunicação em Stanford e líder da pesquisa, os óculos RA de hoje podem projetar uma versão realística em 3D de uma pessoa real em tempo real no ambiente físico dos usuários de óculos. Isso permite que grupos de pessoas em todo o mundo façam contato visual e se comuniquem de forma não verbal de outras maneiras diferenciadas – algo que a videoconferência se esforça para alcançar.

“A realidade aumentada poderia ajudar a crise de mudança climática, permitindo reuniões virtuais realistas, o que evitaria a necessidade de deslocamento para reuniões presenciais”, disse Bailenson.

A pesquisa também apresentou os efeitos que a RA pode exercer em situações sociais. Os pesquisadores recrutaram 218 participantes e conduziram três estudos. Nos dois primeiros experimentos, cada participante interagiu com um avatar virtual chamado Chris, que se sentava em uma cadeira real na frente deles.

O primeiro estudo replicou uma descoberta da psicologia conhecida como inibição social. Assim como as pessoas realizam tarefas fáceis com facilidade e têm dificuldades com as mais desafiadoras quando uma pessoa as observa, no mundo real, o mesmo se aplica quando um avatar em realidade aumentada os observa, descobriram os pesquisadores.

O segundo estudo testou se os participantes seguiriam os sinais sociais aceitos ao interagir com o avatar Chris. Isso foi medido rastreando se os participantes se sentariam na cadeira em que o avatar Chris estava sentado anteriormente.

Os pesquisadores descobriram que todos os participantes que usavam o headset de RA sentaram-se na cadeira vazia ao lado de Chris, em vez de ficarem sentados no avatar. Dos participantes que foram convidados a tirar o fone de ouvido antes de escolher seu assento, 72% ainda optaram por sentar na cadeira vazia ao lado de onde Chris estava sentado anteriormente.

Para Mario Faria, CEO da Massfar, empresa líder no desenvolvimento de conteúdos virtuais para as realidades aumentada e virtual no Brasil, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a sociedade compreenda o quão benéficas as realidades aumentada e virtual podem ser para o meio ambiente.

“O mundo ainda não se atentou para a grande aliada da sustentabilidade que é a tecnologia de realidade aumentada e virtual. Quando vejo em quartos de hotéis a frase “Ajude a plantar uma árvore reutilizando sua toalha de banho”, me vem à mente quando veremos a frase “Colabore com o mundo real, utilizando as tecnologias de RA e VR no seu dia a dia”. Ambas podem nos ajudar na redução do uso excessivo de papéis, tintas e matérias-primas e, o melhor, sem gerar lixo e poluição”, declara Faria.

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POR: GIOVANA FARIA